Business: que venha 2015

March 2, 2016

Por Ana Vecchi

 

Que 2014 foi um ano difícil ou esquisi­to, desafiador e surpreendente para todos nós, foi! Pode ser que um ou outro adjetivo seja mais forte para você, mas ouvir um de­poimento com expressão blasé, do tipo: “foi bom...”, é difícil acreditar. Foi emocionante, eu diria. Tivemos Eleições, Copa, Super Sim­ples estabelecendo como critério de adesão o porte e o faturamento da empresa ao invés da atividade exercida e beneficiando mais micro e pequenas empresas, food trucks entrando no mercado como tendência, enfim, muita coisa acontecendo ao mesmo tempo! Mas, como será 2015?!

As estimativas de crescimento, assim como de queda da inflação, são pequenas. Sendo simplista, pouco vai mudar. Enquanto escrevo este artigo, há estimativa de uma alta do PIB deste ano de 0,19% para 0,18%, tendo sido a terceira queda seguida do indicador. O PIB demonstra, portanto, que não há como esperar grandes crescimentos.

Os juros tendem a crescer um pouco mais e os investimentos estrangeiros devem cair mais um outro tanto. Então, não há como criar mágicas que mudem a economia global neste ano. Podemos preparar um 2016 me­lhor, isso sim! E chega de pessimismo!

No que e como investir é o desafio para empreendedores, assim como fazer crescer nossas empresas. Uma das dicas é apostar nos negócios digitais: startups com aplicativos úteis para otimizar o tempo e as tarefas do dia a dia, por exemplo, podem ser uma boa pe­dida. A appficação da sociedade já é um fato e só vai aumentar. Restaurantes e lanchonetes vêm se beneficiando dos aplicativos que pro­movem o delivery e/ou reservas, além da co­municação das próprias marcas em seus sites e mídias sociais. Os aplicativos estão medindo o grau de satisfação dos clientes, minutos depois da entrega feita ou horas depois da reserva no restaurante com 30% de desconto, atitude que muita empresa ainda não tem! Portanto, estas parcerias são ótimas em vários setores. Todos se apoiam divulgando e crian­do relacionamento com o consumidor, que tem cada dia menos tempo e mais urgência em ser atendido, além do conhecimento do que quer e como, com uma infinidade de opções. Voltamos à máxima “time is money!” Talvez, “more than ever!”.

A percepção de valor das marcas, dos produtos e dos serviços exige que as empre­sas atuem com presteza e criatividade. Já can­sei do termo “inovação”, porque o que mais vimos foi adequação ou renovação do que já existia ou era feito. Foram poucos os que ino­varam, de fato, e que ganharam muito!

Como investimento há dois polos “opos­tos” que são indústrias fantásticas de produ­ção e consumo: crianças e idosos. Crianças com pais, tios, avós e elas próprias, todos ávi­dos por novidades e mesmices. Sim, crianças adoram repetir e pais ou avós amam comprar o que os outros pais compraram... Parece-me um tanto infantil, mas há quem diga: libere a criança que existe em você e compre o que você queria ter tido quando criança. Mas, se nosso mundo real já está bem próximo da realidade dos Jetsons, porque não comprar tanta tecnologia que você sonhou quando ela não existia? As crianças, hoje em dia, acumu­lam verdadeiros containers de roupas de grife desde recém-nascidos que perdem a roupinha antes mesmo de nascer, pois há aqueles que já nascem com 4 kg. Passe a roupa para o priminho, oras!

Lojas especializadas para população com mais de 60 anos, na área de saúde e artigos que proporcionem mais comodidade no lar pode ser uma boa aposta! Porém, engana-se quem pensa que os mais velhos se preocupam apenas com a saúde. Eles adoram comprar presentes, viajar, adquirir mais conhecimento e vivência. A terceira idade se mantém ativa.

Mas, para conquistá-los é preciso oferecer serviços diferenciados. Pequenos detalhes faci­litam a experiência de compra, como pratelei­ras mais baixas, letras maiores e cadeiras para descanso. Vale investir, ainda, na formação de grupos de lazer e viagens, serviços de saúde em casa, delivery de medicamentos, grupos de dança e leitura, entre outros. E não tratá-los como crianças, mas como adultos que são, que produziram muito e ainda têm muito para contar. Respeito é a palavra de ordem. Ficam aqui algumas reflexões e vamos fa­zer este 2015 ficar como positivo em nossas histórias de vida. Bons negócios!

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