Como formatar uma franquia

March 2, 2016

Especialistas e empreendedores detalham o processo de transição de um negócio próprio para o modelo de parcerias em diferentes setores.

 

De olho nos números vistosos registrados na última década, empresa de todos os portes e segmentos aderem todos os dias ao sistema de franquia. Essa transição, no entanto, não é uma tarefa simples. Esse é um mercado em que o conhecimento, a capacidade, o preparo e a experiência anterior valem ouro, tamanha é a complexidade envolvida no processo. Especialistas lembram que senso crítico, senso lógico e a capacidade de dar e receber instruções são vitais nessa evolução.

A Associação Brasileira de Franchising (ABF), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e consultores especializados dispõem das ferramentas necessárias para ajudar a atingir seus objetivos.

O Brasil é o terceiro País do mundo em número de franquias desenvolvidas (220 mil), superado apenas pela China e Estados Unidos (...). Só em 2014 foram criadas 17.413 unidades de franquias, gerando mais de 155 mil empregos. O aumento nos últimos 10 anos foi de 127%.

Como procedimento inicial, o ideal é que o futuro franqueador se submeta a um estudo que analise e avalie o negócio por completo.            “A análise de quanto conhece e domina sobre o conceito de negócio, o mix de produtos, o mercado, concorrência e público-alvo é essencial”, afirma a Diretora da consultoria Vecchi Ancona, Ana Vecchi.

 

De acordo com o diretor de Desenvolvimento da rede Megamatte, Rogério Gama, qualquer negócio pode se tornar uma franquia dependendo de dois fatores. “Primeiro que seja algo replicável em diferentes ambientes e contextos e não tenha aspectos limitadores; segundo que haja uma documentação dos processos envolvidos no negócio, garantindo a qualquer pessoa a possibilidade de adotar os mesmos padrões da empresa original e obter sucesso”, diz Gama.

Outro ponto importante para que a franquia de certo é o franqueador dominar totalmente a operação do negócio, dedicando a formatar o sistema de forma completa e que saiba como treinar seus franqueados acompanhando-os com uma equipe adequada. “A franquia é, acima de tudo, transferência de conhecimento, que se dá em treinamento, manuais e consultoria. A ausência de qualquer um desses três pilares fatalmente levará ao fracasso do franqueador e consequentemente, do franqueado”, comenta Gama.

Na visão dele, toda empresa franqueadora precisa ter no seu organograma, uma área de inteligência de mercado com possibilidade de análises concorrenciais e também macroeconômicas. “Somente de posse desse tipo de informação é que as franqueadoras poderão agir proativamente, e não apenas acompanhar as flutuações do mercado”.

Outro aspecto é aquele que diz respeito ao conhecimento que o empreendedor tem de gestão de negócios. Segundo ele, caso sua experiência seja basicamente comercial, não é nenhuma vergonha se cercar de consultores que possam apoiá-lo a desenvolver suas competências gerenciais. “A estruturação da empresa deve, de fato, ser feita não apenas de forma extremamente profissional, mas, sobretudo, antes de iniciar o processo de concessão das franquias”, diz Gama.

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