Criatividade para driblar o excesso de feriados no ano

March 2, 2016

Confederação Brasileira do Comércio de Bens, Consumo e Turismo calcula que o varejo deixará de movimentar R$ 29,7 bilhões apenas com as 11 datas nacionais.

 

Na contramão da expectativa dos muitos brasileiros que vibram com os feriados em dias úteis ao longo deste ano, os lojistas temem amargar mais um ano de vendas fracas com o esvaziamento nas datas comemorativas. Serão nada menos que 11 feriados nacionais em dias úteis, contra sete no ano passado. Com tantos dias a menos para trabalhar, o comércio terá de usar a criatividade para evitar os prejuízos registrados em 2014, quando a Copa do Mundo derrubou o movimento.

As principais apostas são o comércio on line e as promoções. A Confederação Brasileira do Comércio de Bens, Consumo e Turismo (CNC) calcula que o varejo deixará de movimentar R$ 15,5 bilhões – resultado 22,5% maior que o de 2014, já descontada a expectativa de inflação prevista para 2015. Além do menor número de dias úteis no ano corrente, contribui para o agravamento das perdas decorrentes do maior número de feriados a crescente relação folha de pagamento/receita operacional no comércio brasileiro em curso desde 2009.

No ano passado, além do meio expediente na quarta-feira de cinzas           (5 de março) e também em 15 de novembro, um sábado, outros sete feriados nacionais integrais ocorreram em dias úteis para o comércio. Em 2015 o maior número de interrupções ocorrerá em função de dez feriados integrais entre segundas e sextas-feiras, além do meio expediente da quarta-feira de cinzas (em 18 de fevereiro).

Estimativas da CNC baseadas nos dados mais recentes da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, apontam para a primeira queda do varejo ampliado nos últimos dez anos.

(...)

 

De acordo com o consultor e diretor da consultoria Vecchi Ancona - Inteligência Estratégica: Paulo Ancona Lopez, não existem muitas opções para os empresários: ou fecham as portas e ficam sem lucro no dia inativo ou abrem e correm o risco de pagar horas extras e fazer menos vendas. “O custo trabalhista para o empresário que abrir o comércio em feriados é elevado, o prejuízo que o feriado causa para cada comerciante, de forma individual, varia muito. Mas, independentemente de o comércio estar instalado em rua ou shopping, o dano é grande”, ressalta.

Segundo o fundador do Grupo MultiFranquias, uma holding detentora de diversas marcas ligadas à saúde, estética, beleza e entretenimento, Edson Ramuth, este ano será um ano difícil, com recessão econômica, e diminuição de consumo. “Este ano são 11 feriados mais que os outros anos. Infelizmente Só vejo pontos negativos para nós”, lamenta.

 

Lojas se planejam

A estilista e dona da loja Tidsy especializada em roupas femininas, Simone Lobão, conta que o foco para este ano será o e-commerce. “Queremos atingir as principais praças do Brasil com a loja online. Para isso, investimos em coleções maiores com bastante estoque para atender as cidades em que não estamos presentes. Apostando forte também no atacado”, revela.

Segundo ela, o planejamento é de extrema importância para conseguirmos atingir nossas metas. “Como nossas lojas são em shoppings é mais fácil, já que funcionam nos feriados. Apostamos em marketing e mídias sociais como comunicação com as nossas clientes. Além disso, fazemos delivery, que é muito importante para quem viaja”, explica a estilista.

De acordo com o gerente de expansão da empresa TIP TOP referência nacional em vestuário de bebê e infantil, este ano a empresa pretende obter um crescimento de 23% nas vendas ao consumidor final, apesar das paralisações. Segundo ele, existem pontos positivos e negativos. “Algumas cidades podem ser favorecidas pelo fato de receberem turistas ou pessoas que escolhem o shopping como alternativa de passeio. Porém, também podemos ter cidades que o consumidor sai da mesma em busca de diversão em outros locais, fazendo assim o fluxo de shoppings e centros de compras caírem bastante. O lojista deve estar preparado para agir em qualquer uma das situações”, completa.

Segundo a sócia e diretora da Spezzato marca de moda feminina, Andrea Chammas, a empresa se programa sempre que há vários feriados como este ano. “Para nós o planejamento é fundamental, pois como fazemos muitas ações nos pontos de venda, fechamos um calendário com antecedência para termos sucesso e alavancar as vendas antes das pausas do ano”, explica.

 

>>DICAS

Consultor e diretor da consultoria Vechi Ancona - Inteligência

Estratégica; Paulo Ancona Lopez

1. Planejar metas diárias, semanais e mensais – todas de acordo com a realidade econômica do País – levando em conta o número de dias em que estará com a loja aberta ao longo do ano.

2. Criar as condições para que as metas sejam alcançadas, com o detalhamento do espaço físico, estoque e margens de lucro do seu negócio.

3. Treinar bem a equipe para que esteja em condições de atuar com desenvoltura e eficiência máxima no número limitado de dias.

4. Elaborar e executar ações que visem aumentar o faturamento (vendas especiais, novos produtos com maior valor agregado e parcerias com outras marcas que ajudem a divulgar a sua).

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