Franquias: Setor cresceu 7,7% em 2014

March 2, 2016

Levantamento da Associação Brasileira de Franchising registrou ainda uma expansão de 9,8% nas unidades em operação. O número de pontos de venda subiu para 125.641 no ano passado, o que representa a abertura de 11.232 lojas em todo País.

 

Balanço divulgado pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostra que em 2014 o setor de franquias cresceu 7,7%, registrando um faturamento de R$ 127,331 bilhões. Com base nos estudos trimestrais da entidade e em dados macroeconômicos, a ABF estima que o crescimento do faturamento do setor em 2015 fique entre 7,5% e 9,0%. Já o número de marcas deve aumentar 8% e o de novas unidades, entre 9% e 10%.

Segundo a presidente da ABF, Cristina Franco, a trajetória ascendente é uma demonstração clara do virtuoso ciclo de desenvolvimento do sistema no Brasil, amadurecido desde a regulamentação pela Lei do Franchising (8.955/94), que acaba de completar 20 anos. “Quanto à geração de empregos diretos, o estudo aponta que o sistema de franquias aumentou em 6,5% o número de postos de trabalho gerados, passando de 1.029.681 para 1.096.859, em 2014. É de grande relevância para o franchising brasileiro contribuir para gerar emprego e renda, por meio de uma indústria cada vez mais profissionalizada”, observa a presidente.

O levantamento registrou ainda uma expansão de 9,8% das unidades de franquia em operação no país. O número de pontos de venda subiu para 125.641, o que representa a abertura de 11.232 unidades. O franchising manteve baixo índice de fechamento de negócios. A mortalidade de empresas no sistema de franquias foi de 3,7% em 2014. O índice nos negócios tradicionais é de 24,9% em dois anos. O número de 2.942 marcas de franquia existentes no Brasil em 2014 posicionou o País em quarto lugar no ranking mundial do World Franchise Council (WFC). No topo da lista está a China, com 4.000 marcas; os Estados Unidos subiram do quarto para o segundo lugar, com 3.828 marcas, seguido da Coréia do Sul, com 3.691 redes. Já em relação às unidades em operação, o Brasil manteve a sexta colocação no ranking do WFC, com 125.641 unidades. O ranking é liderado pelos Estados Unidos (769.683), com a China em 2º lugar (330.000), Japão em 3º (252.514), Coréia do Sul em 4º (203.349) e Filipinas na 5ª posição (130.000).

 

Análise

De acordo com o diretor da Consultoria Vecchi Ancona – Inteligência Estratégica, Paulo Ancona Lopez, o franchising resistiu bem a um ano de economia pífia e confirma um crescimento de 7,7% sobre 2013. O segmento, por seu crescimento constante e sempre bem acima dos números da economia, tem sido um excelente suporte a manutenção e expansão de empregos e também à sustentação de boa parte do varejo. “O crescimento de 9,8 % no número de unidades mostra que o bom desempenho se deu, não só pelo surgimento de novas marcas, mas também pela expansão das redes existentes, que vão se profissionalizando e consolidando”, comenta.

Segundo ele, prova do amadurecimento das redes é a baixa mortalidade das franquias numa média de apenas 3,7 %. “Vale destacar as redes que optaram por quiosques, pelo significativo crescimento desse modelo, o que abre novas frentes e oportunidades para negócios rentáveis e de investimento menor”, diz o consultor.

Para ele, o lado negativo dos números do franchising em 2014 se deve ao aumento da mortalidade das micro franquias, modelo que na verdade ainda deve passar por uma depuração de marcas, por ser aquele de viabilidade econômica mais baixa e onde o franqueado recebe em grau menor o suporte do franqueador. “A previsão para 2015 é também positiva se comparada aos números previstos para a economia do País e poderão sim se concretizar”, completa.

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