Novatas são rápidas na abertura de unidades

Quarto maior mercado mundial no ranking de redes de franchising, perdendo apenas para China, Estados Unidos e Coreia do sul, o Brasil reúne 2.942 marcas, das quais 239 novatas, entre bandeiras nacionais e estrangeiras, que estrearam no segmento em 2014, nos mais diversos ramos. Em alimentação, ingressaram no sistema, entre outras, Crepelocks, Fry´s e O Bom Galeto; em casa e construção, a Arte Própria e, em vestuário, a Live!. Se consideradas apenas as seis marcas brasileiras que completam dois anos de operação em 2015, pode-se constatar que o crescimento da rede, em média, foi superior a 20 unidades, número significativo para um ano considerado difícil na economia.

Há quem, contudo, tenha fugido da curva e liderado o ranking das novatas com maior volume de expansão. É o caso da Maria Brasileira, nascida em maio de 2013, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, hoje conta com 116 unidades comercializadas, em 21 estados. “Conseguimos aproveitar a PEC das Domésticas e atender de forma profissionalizada várias regiões do Brasil”, afirma Felipe Buramello, sócio-franqueador. “A capilaridade é um dos nossos pilares, ao lado da boa qualificação dos profissionais que prestam os mais variados serviços, de diarista à cozinheira, à passadeira e babá”.

Com quase dois anos de operação, a rede, que faturou R$ 14 milhões no ano passado, não pretende diminuir o fôlego de sua expansão, pelo contrário, espera crescer acima da média estimada para o franchising como um todo – entre 7% e 9%. Para tanto, a Maria Brasileira preparou uma série de cursos rápidos, com capacitação de porteiros e como montar uma mesa, que colaborarão para incrementar o faturamento de suas franquias.

“Embora 70% de nossa receita venha do trabalho de limpeza, a demanda por outros serviços é grande”, afirma Buramello.

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Paulo Manuel, CEO da TZ Viagens, rede nascida em 2013 e hoje com 23 unidades abertas, sabe exatamente o que significa operar em tempos de economia recessiva. Português de nascimento, ele esteve à frente de uma rede de franquias em Portugal durante a crise de 2008. “Chegamos a abrir 78 unidades, todas com negociação muito apurada de custos de locação e estrutura de trabalho”, lembra.

“Muitas pessoas perderam seus empregos e decidiram empreender. A demanda era grande, mas tivemos o cuidado de selecionar muito bem cada franqueado”. Segundo ele, no Brasil não está sendo diferente.

A TZ Viagens iniciou suas atividades na alta dos aluguéis e hoje já começa a sentir certa flexibilidade nas negociações por conta, principalmente, dos shoppings centers.

“Poderíamos crescer mais rapidamente, mas nossa prioridade é a qualidade dos serviços oferecidos e o bom resultado de cada franquia”, afirma Manuel, adiantando que a rede deverá fechar 2015 com 50 unidades e um faturamento de R$ 50 milhões.

Trabalhar com os pés no chão e uma gestão cada vez mais qualificada e profissional é, na visão da consultora Ana Vecchi, da Vecchi Ancona Consulting, o desafio das novatas. “Embora historicamente o franchising registre bom crescimento em épocas de vacas magras, as redes, principalmente as nascentes, têm de se preocupar muito com a contenção de despesas”, afirma.

“Se antes era uma queda de braço com o franqueado para que ele operasse de forma enxuta, hoje esse trabalho é conjunto. Todo mundo deve trabalhar para melhorar a operação em si, o que passa pela diminuição de índices de desperdício, renegociação dos valores de ponto e parcerias mais afinadas com fornecedores”, diz Ana.

Segundo ela, é essencial eliminar o pessimismo e acreditar que, se todo mundo está sofrendo, se você fizer melhor já garantirá uma grande diferença.

 

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