Comércio do Rio espera vender mais 1,5% no Dia dos Namorados

March 3, 2016

Segundo consultoria, criatividade pode tirar varejo do negativo na data.

 

Depois de um Dia das Mães nada animador, as esperanças do varejo são depositadas na próxima data comemorativa, que é o Dia dos Namorados. No entanto, as previsões não são nada positivas. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a data deve registrar queda de 0,1% nas vendas na comparação com igual data de 2014, já descontado o efeito da inflação. Isso significa o pior resultado de vendas no Dia dos Namorados desde 2004. No ano passado, as vendas nesse mesmo período cresceram 4,4% em relação a 2013.

De acordo com Paulo Ancona Lopez, diretor da consultoria Vecchi Ancona - Inteligência Estratégica, a queda nas compras deve acontecer uma vez que na prática o que está acontecendo com a economia no Brasil já afetou fortemente aqueles que perderam o emprego e assusta a parcela da população que segue empregada. Ainda na opinião de Lopez, de uma maneira geral, as compras de Dia dos Namorados devem repetir o comportamento observado no Dia das Mães, com retração considerável e compras mais seletivas, até em função dos tempos futuros e como medida preventiva.

- O que deve acontecer é uma redução do valor de compras. O tíquete médio deve cair, como de fato vem caindo de forma geral, ou seja, o consumidor segue comprando, mas está buscando itens mais baratos ou alternativos - ressalta Lopez.

Ana Vecchi, sócia e diretora da Vecchi, compartilha da mesma opinião e oferece alternativas ao varejo.

- As promoções e opções de valor agregado são sempre bem-vindas em momentos como esse. Além disso, porque não criar uma grande campanha nesta época ressaltando outras formas de amor? - questiona.

De acordo com a consultora, já existem marcas ressaltando que todas as formas de amor são válidas. Vale, então, criar não só ações para incentivar homenagens aos namorados, mas aos amigos e amigas, familiares e - por quê não - aos solteiros? Segundo o último levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), 49,2% da população brasileira é composta por pessoas solteiras, além de 6,1%, divorciados, desquitados ou separados judicialmente.

- Isso mostra um bom universo de compradores que, em teoria, não participariam de nenhuma troca de presentes nessa ocasião, que comentam muito que não vão ter que comprar presentes, mas também não vão receber. E por quê não?! A conotação positiva de presentear quem quer que você goste, cria chances de vendas, lembranças, combos, um lanche. Então, vale apostar na criatividade para atrair esse público - avalia Ana Vecchi.

Especialmente em tempo de crise, inovar é a alma do negócio. Marcas de produtos fora do padrão tradicional, ações criativas e alternativas, que possam apresentar alguma inovação no conceito de presentear os namorados e até a si próprio devem sair na frente nesta época do ano, ainda mais se tiverem o cuidado de usar estratégia de marketing para uma divulgação atraente e que impacte de forma positiva o consumidor.

- Isso serve, inclusive, como regra para as marcas para os próximos meses - enfatiza Ana.

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