Cuidado

March 3, 2016

Especialistas estimam que menos de 10% das redes de franquias dedicam tempo e cuidados especiais para evitar que suas unidades tenham desempenho abaixo da média.

 

Em 2008, quando o jovem Vitor Marinho Magliano abriu em sociedade com os pais uma franquia da rede de lanches Bebelu, em Campina Grande PB, não imaginava que seu grande desafio estaria na administração do estoque. Embora o ponto fosse bom e o capital de giro reservado na medida, a unidade não fechava as contas pela má administração dos insumos. “Com medo de que o cliente fizesse um pedido e não pudéssemos atender, comprávamos algumas coisas além da conta, sem obedecer à risca as planilhas de controle de estoque”, conta Magliano. “Com isso, o desperdício de alguns itens era grande, impactando nos resultados.”

Fora as quantidades erradas, o prazo de entrega dos pedidos de matéria-prima fornecidos pela franqueadora também sofria oscilações. A situação se agravou ainda mais em 2010, quando a Bebelu iniciou a mudança do centro de distribuição, atrasando algumas entregas. “O cenário ficou tenso. Sem ajuda seria praticamente impossível manter a margem de segurança do estoque de produtos em 20%, lembra Magliano. Foi naquele momento que a franqueadora entrou em ação.

Reconhecendo que a mudança do CD havia contribuído parcialmente para o baixo desempenho da unidade, a Bebelu isentou a franquia do pagamento das taxas de fundo de marketing, estendeu os prazos de pagamento dos royalties e colocou um consultor na loja para trabalhar junto na operação.

Paralelamente, introduziu uma nova planilha de controle de estoques e passou a receber o franqueado na matriz com mais assiduidade, além da consultoria in loco. “Em 2012 começamos a sentir os primeiros resultados positivos e, entre 2013 e 2014, ganhamos três campanhas de promoção nacional, um reconhecimento da franqueadora às unidades com melhor performance. Fechamos 2014 com um faturamento de 1,3 milhão. “

Apesar de a taxa de mortalidade das franquias ser de 3,7%, ela poderia ser ainda menor, segundo Ana Vecchi, presidente da consultoria Vecchi Ancona Consulting, se as redes investissem mais em gestão e menos em expansão, de acordo com a consultora Ana Vecchi, da Vecchi Ancona Consulting.

“Temos um grupo pequeno, menos de 10% do universo, cuidando de suas franquias de maneira preventiva”, afirma Ana. “O crescimento acelerado de muitas redes não permite análise criteriosa de seleção, escolha do ponto correto e acompanhamento contínuo pelo menos no primeiro ano de abertura”. De acordo com Ana Vecchi, não basta implantar softwares de gestão e manuais bem detalhados se a rede não oferecer uma consultoria próxima do franqueado e capacitada para atender as necessidades de cada unidade.

 

Tratamento desde o Nascimento

O suporte ao franqueado permite que os franqueados que enfrentam problemas pontuais na gestão ou até mesmo na operação dos negócios. A iniciativa permite que os franqueadores identifiquem rapidamente as unidades problemáticas e apaguem o foco de incêndio antes que ele ganhe grandes proporções. “Se o faturamento de uma loja fica abaixo da média por três meses consecutivos, por exemplo, está mais do que na hora de intervir”, afirma Ana Vecchi.

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