Franquias de outros estados de olho no Rio

March 3, 2016

Marcas aproveitam a visibilidade da Olimpíada para buscar parceiros e aproveitar a expansão do mercado consumidor, mesmo em tempos de crise

 

Na hora de fazer a seleção do ponto de venda ou da praça é importante avaliar alguns aspectos. Segundo especialistas, entre os fatores para o sucesso de uma franquia está a instalação do ponto de venda (PDV) no lugar certo. O grande mercado consumidor –segundo maior do Brasil – e a visibilidade com os jogos Olímpicos e Paralímpicos deste ano fazem do Rio de Janeiro uma das principais opções das franquias. Marcas de outros estados têm intensificado a busca por parceiros em busca dos primeiros negócios na Cidade Maravilhosa.

“É preciso ser estratégico na hora de definir o endereço ideal para o negócio, investir muito tempo na procura, minimizando o risco de investimentos indevidos em locais que não trarão a rentabilidade necessária ao negócio (custos X tráfego de clientes)”, orienta a diretora da consultoria Vecchi Ancona, Inteligência Estratégica, Ana Vecchi. Outra questão colocada pela consultora é a questão da localização que não pode ser dissociada dos outros componentes do marketing. “Assim, considerando os 4 Ps, deve-se buscar a coerência entre o Ponto (localização), o Preço, o Produto e a Promoção. O P de Ponto tem caráter de vida longa, enquanto os outros “Ps” podem sofrer ajustes e serem reorientados de forma tática mais facilmente”, afirma a consultora.

Ela comenta que alguns empreendedores também vêm apostando em pontos inusitados. “Entre as vantagens desse tipo de local, aponto itens como custo de ocupação menor que em áreas comerciais muito valorizadas e concorridas, maior abrangência de atuação e obtenção de nova base de clientes”, explica ela.

Acrescentando que pode ser considerado inusitado todo lugar que foge ao padrão definido como pontos ideais de venda, como shoppings centers, por exemplo. Sempre que uma loja é instalada em um local que fuja da obviedade e desperte no consumidor uma reação do tipo: “nunca tinha pensado que teria uma loja dessas aqui!”. “Como exemplo: lojas de equipamentos esportivos e de materiais desconstrução, supermercados, livrarias, academias, universidades, postos de gasolina e até escolas”, explica.

Ela recomenda, que a se faça um bom estudo de mercado e também financeiro para avaliar a viabilidade do PDV no local, perfil de público passante, movimento, horários de funcionamento adequados ao negócio, verificar a visibilidade do PDV enquanto terá que investir em comunicação para atrair clientes, além de projetar o retorno do investimento, condições do contrato de locação para assegurar que dê tempo de retornar o investimento e ainda ter tempo para ganhar dinheiro. Não há mágica. “Por fim, a questão do Rio e Olimpíadas pode ser um bom momento em que a economia está trazendo dúvidas entre investir ou aguardar. Elas devem trazer um aquecimento local, mas depende do porte e tipo de negócio. Mas, atenção: nem todos os setores serão impactados igualmente de forma positiva”.

 

A busca

Ao completar oito anos de sucesso, os sócios Brenno Nader e Filipe Falcão, do Japa Temaki, rede especializada na culinária japonesa, dá início ao processo de expansão audacioso, com foco na região Sudeste e em especial no Rio de Janeiro. Entre as estratégias estão a introdução do modelo de negócio 40% mais barato, a fim de conquistar seu espaço na capital fluminense. O plano para alcançar a expansão em todo território Sudeste do País é apostar nos jovens empreendedores e em paralelo difundir o conceito Japa loja, voltado principalmente para as lojas de rua. Essa estratégia vem permitindo à marca um expressivo crescimento nos últimos anos tanto em números de lojas quanto em faturamento.

“Daremos total suporte ao franqueado, com auxílio na seleção e negociação do ponto comercial, manuais de operação da franquia, treinamento, suporte ao franqueado, com auxílio na seleção e gestão do negócio, projeto arquitetônico e de visual merchandising, além de contínuo investimento em marketing”, afirma Brenno Nader.

“Os novos investidores devem ter experiência no varejo, identificação com o conceito da marca e dispor de um investimento inicial de R$280mil (para loja tradicional) e R$170mil (para os quiosques), modalidade de negócio 40% mais econômica. O projeto da rede é gerar R$50 milhões em negócios e fechar oito novos contratos no Rio de Janeiro e região metropolitana e São Paulo, no período de 4 meses”, explica ele.

Segundo a diretora e fundadora da Terra Madre, Orgânicos e Saudáveis, rede que existe há um ano e meio no mercado de produtos saudáveis e orgânicos, Leila Oda, o Rio de Janeiro sempre esteve nos planos de expansão da empresa. “Parte porque essa cidade respira saúde e vive exatamente aquilo que temos como conceito. Ou seja, viver mais e melhor”, comenta a diretora, que para este ano tem como expectativa franquear 20 unidades e agregar mais serviços ao portfólio.

Para ela, a crise afeta todos os setores de maneira geral. “Não dá para falar que estamos imunes à crise. O que podemos falar é que a crise apresenta também uma série de oportunidades. E com medidas criativas, aliada a redução de custos e procurando se reinventar durante esse período, podemos dizer que estamos passando bem por ela, inclusive encontrando oportunidades que tem nos levado a um franco crescimento”.

Ela conta que a empresa também está se planejando para as Olimpíadas. “Irá nos fornece uma série de oportunidades. Afinal, é a celebração do esporte mundial, que acontece a cada quatro anos e, dessa vez, acontecerá dentro de nossa casa. Dentro do espírito olímpico, todos estão a busca por superação e a prática de esportes.

A Terra Madre espera estar junto, oferecendo o que tem de melhor para inspirar nossos clientes e parceiros a alcançarem esses objetivos por uma vida mais saudável”, completa.

 

Setores

O Leader Kids conjunto de Programas Educacionais voltado para crianças entre dois e dez anos de idade que estimulam o desenvolvimento das competências sócio emocionais, entre elas relacionamento interpessoal, pensamento crítico e criativo, autoestima, motivação, habilidades de comunicação, equilíbrio emocional e colaboração.

O método que entrou na franchising em maio de 2015 está a pleno vapor desde 2014. “O programa foi elaborado para se integrar à dinâmica da escola e outros estabelecimentos preexistentes, tais como clubes, condomínios ou espaços recreativos e é aplicado em uma ou duas aulas semanais”, destaca Rosy Alvares, uma das responsáveis pela implantação das salas. “A aula é extremamente participativa e divertida, sendo mediada por professores previamente capacitados e de recursos tecnológicos exclusivos”, afirma.

Funcionando por meio de franquias, o Leader Kids destaca que o investimento inicial é a partir de R$ 16 mil de taxa de franquia. Já para o Espaço de Desenvolvimento Leader Kids, unidade específica do método, o franqueado deve investir a partir de R$ 60 mil. O objetivo é atrair professores, psicólogos, pedagogos e profissionais da Educação como um todo para serem franqueados.

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