Modelagem de negócio

March 3, 2016

Revista Empreendedor

Por Paulo Ancona Lopez

 

Qualquer negócio deve ter um modelo de gestão definido, afinal, sem esta estratégia seria o mesmo que escalar uma montanha sem mapas, planejamento, recursos, bússola, altímetro, etc. Correr atrás de resultados e “ver o que deu no fim do mês decididamente não é um modelo de gestão válido”.

Existem inúmeros modelos que podem ser aplicados às empresas e é falsa a ideia de que indicadores, processos, melhoria contínua ou mesmo algum modelo japonês de qualida­de só sirvam para as indústrias. Se adotarmos os conceitos básicos de cada modelo, eles se adaptam a qualquer tipo de empresa e, com certeza, os resultados passarão a ser melhores.

Dentre os modelos mais aplicados po­demos citar alguns com o Workflow, Gestão por Indicadores, Modelagem por Processos, PDCA, Gestão Lean e BMG / Business Model Generation. Cada um deles é, sem dúvida, mais indicado para cada tipo de empresa e de negócio. O BMG, por exemplo, se aplica mui­to bem a novos negócios e até auxilia na defi­nição de muitos de seus fatores e premissas.

A grande qualidade do BMG é a de obri­gar a empresa a pensar profundamente em seu posicionamento e estratégias, de onde, com certeza, poderão surgir processos muito afinados com seus objetivos. De fato, é funda­mental que a empresa tenha muito claro quais são suas “atividades-chave”, com que recursos pode contar, quem serão seus parceiros, como estará montada sua estrutura de custos, quais serão os segmentos de clientes a serem foca­dos e como será o relacionamento com eles, que canais serão usados para chegar ao merca­do e qual a sua proposta de valor perceptível. Exige a participação dos envolvidos com a empresa em um processo criativo e sem pre­definições ou paradigmas definidos.

 

Os demais modelos, apesar de possuírem algumas características típicas ou específicas, acabam sendo parecidos em aspectos de ges­tão que são fundamentais a todas as empresas independente do porte ou segmento:

- Estratégias claras e desmembradas em fluxos de processos, para que na prática se re­alize o que se apregoa;

- Indicadores de processos, para medir os resultados e efetuar as correções neces­sárias de forma sistêmica ou como melhoria contínua;

- Melhorias contínuas que vão aperfei­çoando os processos, reduzindo desperdícios e custos, aumentando a eficiência e, conse­quentemente, melhorando resultados;

- Descentralização da gestão e das deci­sões, criando oportunidades para os colabo­radores e gestores assumirem papel de pro­tagonistas (para isso deverão se tornar mais capacitados).

Para serem implantados, entretanto, to­dos esses modelos requerem uma coisa em comum e que deve partir da alta direção da empresa, que é a vontade de mudar a cultura da companhia e a força para manter a mudan­ça até sua completa implantação, com todos os eventuais transtornos ou dificuldades que possam, porventura, surgir pelo caminho.

Cada um dos aspectos citados acaba im­pactando positivamente em outros, criando uma roda positiva e contínua, que vai eliminan­do problemas e promovendo mudanças.

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Categorias

Please reload

Newsletter

Redes Sociais

  • Facebook
  • Linkedin
  • Youtube
  • Instagram

Posts Recentes

Please reload

Copyright © 2018 Ancona Consultoria. Todos os direitos reservados.
  • White LinkedIn Icon
  • White Facebook Icon
  • White Instagram Icon
  • White YouTube Icon