Se não tiver atração pelo risco, não deve tentar empreender

Consultor fala sobre os riscos e cuidados que devem ser considerados ao criar empresa em área que não domina.

 

Segundo o diretor da consultoria Vecchi Ancona – Inteligência Estratégica, Paulo Ancona Lopez, para empreender em uma área na qual não tem formação e nem experiência, a pessoa precisa ter espírito empreendedor. “Profissionais da área da saúde, por exemplo, como médicos e dentistas, não têm aprendizado sobre administração no período da faculdade, diferentemente de quem faz engenharia ou administração de empresas, que já adquire certa base durante a formação”, diz.

O consultor afirma, no entanto, que esse fato não impede que a pessoa tenha uma visão empreendedora. “No mercado de franquias temos os exemplos das redes China in Box e Moldura Minuto, que foram fundadas por dentistas. Para quem tem visão empresarial é mais fácil e mais tentador eles se imaginarem tocando um negócio fora de sua área de atuação. Muitos já sonham com isso mesmo durante a faculdade.” Ele afirma que para quem não tem essa visão e perfil empreendedor, criar negócio fora da área de atuação é um risco. “Por perfil empreendedor entendo que o principal ponto seja não ter medo de arriscar. Se ele não tiver em seu DNA atração pelo risco, por ousar e arregaçar as mangas para criar um negócio, não recomendo que siga esse caminho. Pode optar por franquia de uma marca que seja muito bem estruturada, na qual terá suporte e acompanhamento.”

O consultor acrescenta que em qualquer um dos casos, a pessoa tem de escolher muito bem o segmento. “Ele deve se identificar e se realizar nessa atuação, porque terá de investir toda a sua energia e também o seu dinheiro. Não pode ser algo que não lhe dê prazer no dia a dia, caso contrário, fará mal para ele. Além disso, também tem de ter habilidade para exercer a atividade”, diz.

Lopez lembra, ainda, que em alguns negócios, o empresário terá de ter contato direto com os clientes. “Neste caso, o empreendedor tem de gostar de falar, de se relacionar e fidelizar pessoas. Outros negócios podem exigir capacidade muito grande de controle, seja financeiro, administrativo ou de negociação. Por isso, é importante se identificar com o tipo de trabalho que o segmento vai demandar, e não com o produto que irá comercializar.”

Segundo ele, essa é uma grande falha que ocorre com frequência. “A pessoa se identifica com o produto e não considera as demandas de trabalho que envolvem o dia a dia da operação, como controle de estoque, relação com funcionários, treinamento e fluxo de caixa.”

Outra coisa necessária, afirma o consultor, é estudar o segmento, quais são os concorrentes e se há espaço nesse mercado. “Também tem de definir se vai optar por uma franquia, ou se tem capital suficiente para criar um negócio novo. Se não tiver capacidade de avaliar tudo isso, deve contratar alguém para fazer o estudo, porque a falta dessa avaliação resulta em negócios que vão mal.”

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