Vans adaptadas começam a ganhar terreno com serviços de banho e tosa

March 3, 2016

Os pet shops sobre rodas aparecem como opção mais econômica para quem deseja explora o setor de animais de estimação. Com investimento a partir de R$ 69 mil, sem contar o valor do automóvel, as franquias de vans adaptadas oferecem produtos e serviços de banho e tosa, com a vantagem de estacionar próximo à casa do cliente. As redes do setor têm poucos anos de atividade e estão começando a cadastrar parceiros.

Em Curitiba (PR), os sócios Beto Bretaña e César Cantarella, da Van's Dog Franchising, querem entregar oito unidades até 2016. A rede tem dois veículos próprios, em operação desde 2011. “O lançamento aconteceu em março de 2014, na Feira de Franquias de São Bernardo do Campo, em São Paulo”, lembra Bretaña, também médico veterinário.

Depois de graduado, o empresário trabalhou três anos fora de Curitiba.  Quando a distância da namorada, que ficou na capital paranaense, começou a apertar, ele pesquisou o mercado e identificou uma carência de serviços para donos de animais de estimação. A empresa foi fundada em 2011 e, três anos depois, ganhou Cantarella como sócio, que trouxe uma experiência de mais de dez anos de executivo em multinacionais.

No ano passado, a dupla contratou uma consultoria para formatar a ideia como franquia. “Além de qualificações para gerir um negócio, o empreendedor do ramo deve ter sensibilidade para trabalhar com animais, considerados membros da família do cliente”, diz Cantarella. O investimento total na franquia, sem o carro, é de R$ 75 mil, e inclui a adaptação do veículo. A empresa usa o modelo Renault Master L2H2, com preço de entrada estimado em R$ 25 mil. O retorno financeiro é previsto a partir do nono mês de operação e o faturamento médio pode chegar a R$ 20 mil, ainda no primeiro ano de atividade.

A rede paulista Animal e Cia, que começou o franqueamento no ano passado, usa o Fiat Ducato, com teto alto. O investimento total vai de  R$ 115 mil a R$ 140 mil, com o veículo. “O retorno financeiro depende do ritmo de trabalho, mas pode ser recuperado em dez meses”, diz o franqueador Nelson Piery da Silva. O faturamento médio pode chegar a R$ 19,2 mil. Com duas unidades próprias e três franquias, a rede fechou três contratos, este mês, em Mato Grosso, Minas Gerais e no Rio de Janeiro. A previsão é chegar a 20 pontos móveis, até dezembro.

 

Ana Vecchi, diretora da consultoria Vecchi Ancona-Inteligência Estratégica, especializada em franquias, afirma que o segmento de pet shops móveis ainda é pouco explorado, com oportunidades de sobra.  “Há, pelo menos, 34 marcas de pet shops móveis, a maioria concentrada

em São Paulo.” A especialista diz que as empresas ainda estão nos primeiros estágios de estruturação das redes, com poucos ou nenhum franqueado, e que falta informação, para quem quer investir, sobre os modelos de negócio. “Para levantar o número de unidades e a localização de uma companhia, tive de recorrer ao ‘timeline’ do Facebook da empresa.” Segundo Ana Vecchi, as redes querem atingir principalmente

donos de cães das classes A e B, e oferecem um mix de serviços equivalentes. Os Estados que mais têm unidades são São Paulo, com sete veículos; Rio de Janeiro (4) e Paraná (3). Incluindo a van, o investimento varia de R$ 69 mil a R$ 160 mil. Antes de assinar um contrato, o futuro franqueado deve levantar informações sobre a necessidade de alvará de funcionamento e permissão especial para circular ou atender na rua. A consultora acredita que o mercado pode, também, rumar para novas segmentações, como a oferta de serviços de clínica veterinária e atendimento para outros animais, como gatos.

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