Escritórios compartilhados ganham força com a crise

Essa alternativa de trabalho vem chamando a atenção de novos empreendedores e até de profissionais que estão voltando ao mercado após perder o emprego.

O ano de 2015 chega ao fim com um aumento de custos fixos – aluguéis, combustíveis, energia elétrica, pessoal, etc. - para quase todas as empresas brasileiras. Para tentar sobreviver sem demitir ou reduzir a margem de lucro, muitas delas apelam para medidas que reduzam essas despesas. O uso compartilhado de espaços e serviços, conhecido como Coworking, ganha ainda mais força em momentos de crise como o atual. Como nada sugere que o ano que vem seja diferente, a expectativa é que a procura por esses módulos cresça ainda mais.

Esses escritórios se adéquam muito bem a profissionais autônomos ou empresas pequenas ou startups que não necessitem de espaços grandes e restritos para receber e atender clientes e, principalmente, para profissionais que necessitem ou se alimentem do compartilhamento de ideias, de trabalhos voltados à criação e inovação. “Nesse sentido e para esse tipo de profissionais ou empresas, podemos dizer que sim, essa é uma tendência e deve crescer. Deve crescer por ser uma solução de baixo custo e também por ser um modelo de economia e de sinergia compartilhada”, explica o diretor da consultoria Vecchi Ancona, Paulo Ancona.

Outro ponto importante segundo ele, é o custo-benefício oferecido. Essa alternativa de trabalho vem chamando a atenção de novos empreendedores e também é uma opção atrativa para grandes empresários que estão expandindo seu negócio ou mesmo procurando reduzir seus custos nesse momento de crise. “Esse aspecto da redução de despesas, para os novatos ou empresas startup é, sem dúvida, muito importante, mas não creio que grandes empresários optem por essa solução. Por exemplo, não caberia para uma construtora de porte médio ou grande, um escritório de advocacia, uma empresa franqueadora ou alguma outra que seja produtora de bens físicos, se instalar nesse tipo de escritório. Sua utilização é sim limitada a alguns segmentos e momentos de empresas”, opina o consultor.

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