Baixo Custo é maior atrativo da operação virtual

March 21, 2016

Um mercado incipiente, mas que desperta o interesse de um número cada vez, maior  de brasileiros disposto a abrir o primeiro negócio. Assim podem ser definidas as franquias virtuais, apontadas como tendência no segmento, sobretudo pela atratividade do baixo investimento, flexibilidade de horário e facilidade de operação sem a necessidade de um ponto físico. Não passam de 15 as redes on-line filiadas à Associação Brasileira de Franchising (ABF), mas a expectativa desse setor evolua em relação do crescimento do e-commerce e da penetração da internet.

 

Com 30 anos de experiência na área de turismo, a empresária Cláudia Del Valle  foi rápida em encontrar uma oportunidade quando sentiu a migração do mercado de turismo para o universo virtual. Em 2014, abriu Ahoba viagens, 100% on-line. E menos de dois anos de operação  já conta com quase cem unidades e um faturamento anual de R$ 2 milhões, com  expectativa de dobrar o valor em 2016. “O segredo do bom desempenho está na seleção correta dos franqueados, na oferta de bons produtos e de muito treinamento”, avalia a franqueadora. “No setor de turismo a crise é relativa, não tem demanda para o exterior, cresce a procura interna”.

 

Para tanto, a rede oferece suporte a seus franqueados 24 horas por dia, sete dias na semana; treinamento on-line e abastecimento de conteúdo diário. Os investimentos variam de R$ 1.600, o modelo de entrada, a R$ 15 mil, a plataforma completa, incluindo curso de coaching.

 

Embora chame a  atenção do mais variado perfil de público, as franquias virtuais obedecem às mesmas regras de operação das redes físicas. “Os franqueadores virtuais precisam alinhavar muito bem a transferência do know how para que os franqueados não comecem a operar no escuro”, adverte a consultora Ana Vecchi, diretora da Vecchi Ancona. “O franqueado, por sua vez, não tem a loja física para visitar, deve fazer uma boa pesquisa na internet, nos sites de reclamações, para conferir a reputação da empresa antes de investir.”

 

À margem do setor de serviços, apontado como a estrela das franquias on-line, a Miarte  apostou na paixão feminina pelos calçados para compor seu negócio. A fabricante vendia suas linhas apenas em feiras do setor até que, no fim de 2012, decidiu testar a penetração da marca com uma página do Facebook. “Choveram interessados em revender nossos produtos”, lembra Ricardo Moraes. "Por um ano e meio desenvolvemos um projeto de franquia on-line. Hoje, já são mais 6 mil, em mais de 1.025 cidades. Todo o trabalho de venda fica por conta do franqueado, que tem de ter uma boa rede de contatos, capaz de assimilar lançamentos constantes. “As franquias ficam com 20% do valor das vendas e a franqueadora responde por toda a logística de entrega”, diz Moraes, adiantando que o faturamento da rede estimado para esse ano é de R$ 2 milhões.

 

Ana Vecchi observa que esse é um modelo de negócio que veio para ficar. Mas não é porque é tendência ou mais barato que será mais fácil e terá sucesso garantido,. “O risco está justamente aí, sem foco e bom treinamento não se chega a lugar nenhum”, avisa.

 

A opinião é compartilhada por Alessandro Ribas, CEO da Louyt, franquia de mobile marketing, que permite aos franqueados trabalhar com campanhas de comunicação interativa, via landindg pages para dispositivos móveis. “Procuramos deixar claro aos interessados qual é o real papel do franqueado nesse negócio, que é vender e buscar novos clientes”, afirma Ribas. “Nem sempre eles entendem isso bem, pois enxergam o trabalho home office como algo fácil, de retorno certo, que não exige muito esforço”, diz.

 

 

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