Varejo, não esqueça suas raízes!

Cada vez mais, as marcas se tornam globais e, com isso, muitas de suas características vão se perdendo.

Algumas grandes se expandem com uma identidade que não deixa de ser indefinida ou muito parecida com tantas outras. O padrão que se forma é, acima de tudo, impessoal, repetitivo e, na maioria das vezes, dita fórmulas que não encantam mais.

Deixou-se de lado o ir à busca da real necessidade dos clientes e estes é que devem se adaptar aos conceitos impostos.

Por outro lado, as marcas regionais ainda conservam suas características e, com isso, atraem clientes que se  identificam com suas histórias, proximidade, atendimento, tradição e cultura. Além de manterem seu DNA intacto, elas são ainda responsáveis por cerca de 35% do faturamento do varejo brasileiro, segundo pesquisas recentes. Não é pouca coisa em um mundo tão integrado e comandado, cada vez mais, por grandes grupos.

As razões básicas para a preservação dessas marcas são:

  • A identidade e orgulho regionais, como identidade cultural;

  • A tradição e a força da marca, com produtos sendo consumidos há mais de duas gerações;

  • Proximidade dos clientes com a marca, seus pontos de fabricação ou vendas e com pessoas que lá trabalham;

     

     

  • As dificuldades e o custo logístico para abrir o leque de vendas para outras regiões mais distantes.


É importante que essas marcas regionais se preservem, pois elas têm muito a nos ensinar, bem como aos grandes grupos que deveriam absorver parte de seus valores para se tornarem realmente mais próximos dos clientes e de forma menos impessoal. Afinal, nem todos os mercados estão prontos para absorver as imensas novidades tecnológicas do varejo de primeiro mundo.

O cliente deixou de ser o rei e ter razão, mas seria bom que voltasse, pois sem isso não se fideliza. Aliás, a defesa incorreta de que não tem mais como fidelizar clientes pôs por terra todos os conceitos e técnicas de encantar clientes, desenvolvidos por décadas. E a culpa acaba sendo jogada na conta da concorrência, mercado, tecnologia, governo, entre outros. Nunca é da escolha de se perder mais um cliente e mais um, mais um...

Num momento de dificuldades de venda, faça diferente, personalize o quanto puder e mantenha o cliente a seu lado. Faça ele sentir que vale o que está gastando.

Não só o varejo de lojas próprias tem esse campo para se expandir, como isso já vem acontecendo com redes de franquias que atua em nichos regionais.

 

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