Franquia do Corinthians vira pesadelo para lojistas.

Modelo de negócio não se sustenta


Em um ano e meio, a rede Poderoso Timão fechou mais da metade de suas lojas. Na opinião da especialista, Ana Vecchi, da consultoria Vecchi Ancona, o erro não está apenas na gestão do Corinthians ou no projeto de expansão da SPR Sports. “Na verdade, o franqueado não deveria ter investido nesse negócio”, afirma. “Uma coisa é varejo multimarca, outra é uma loja de apenas um clube. Por mais fanático que seja o torcedor, quantas vezes ele vai comprar um produto de seu time de futebol por ano?”, questiona.


Para o consultor de marketing e gestão esportiva Amir Somoggi, a rede Poderoso Timão já nasceu superdimensionada. Para ele, o mercado nunca comportou o volume de lojas lançadas. Ele cita, como exemplo, a equipe espanhola Barcelona FC, que fatura com licenciamento cerca de R$ 409 milhões. O Corinthians, por sua vez, não fatura mais que R$ 9 milhões. Enquanto o clube paulista chegou a ter mais de cem lojas, a equipe catalã conta, hoje, com 19 lojas pelo mundo, cinco próprias e 14 licenciadas. “O Barcelona tem poucas lojas próprias, mas seus produtos são encontrados no mundo todo. Já o Poderoso Timão prometeu mundos e fundos, era um projeto megalomaníaco lançado em planejamento”, destaca.


Pelo Brasil, clubes como Internacional de Porto Alegre e Vasco da Gama, que trabalham com a SPR, recuaram as estratégias de expansão e tentam, por conta própria, ampliar resultados com licenciamento. “A mercadoria chega a um custo menor ao consumidor final com um elo a menos na cadeia. Nosso modelo hoje já não mira o volume”, diz o diretor de marketing internacional Rafael Saling. “No Vasco os comerciantes quebraram o contrato de franquia e, agora, tocam lojas em contato direto com o clube”.


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