Quer abrir um negócio em 2018? Saiba qual setor estará em alta

January 1, 2018

Foto: Teenzone Magazine

 

O início de um novo ano costuma trazer novos planos e expectativas. Com a economia demonstrando sinais de recuperação, mesmo que lentos, empreender pode ser uma opção para muitos brasileiros.

 

Para Paulo Ancona Lopez, sócio presidente da Ancona Consultoria, mesmo com a recuperação da economia, é preciso que o empreendedor saiba que o poder aquisitivo da população, neste momento, é menor.

 

 

“O melhor é pensar em negócios de baixo investimento e de produtos e serviços de baixo valor, para que sejam uma alternativa para o consumidor que busca fugir de marcas caras e de despesas maiores”, aponta.

 

Mas seja por vontade ou necessidade, os passos para empreender são os mesmos: muita pesquisa, estudo e atenção na hora de escolher em que setor investir seu dinheiro.

 

 

Primeiros passos

 

A Associação Internacional de Franchising costuma martelar uma frase em seus eventos: Investigue antes de investir. Na hora de escolher em que segmento empreender, a primeira dica é fazer uma autoanálise profunda e honesta.

 

Enfatiza-se a necessidade de um plano de negócio estruturado, com visão estratégica, de como será a operação, da forma de atuação em relação a seus concorrentes e estudos financeiros que vão do capital necessário ao tempo de retorno previsto para o investimento feito. 

 

“Além disso tem de saber que vai te de se dedicar a isso de forma profunda, pois nenhum negócio caminha sem o olho do dono e como regra geral pode-se afirmar que qualquer novo negócios dá mais trabalho do que se possa imaginar teoricamente”, orienta Paulo Ancona Lopez.

 

 

Tendências para 2018

 

Em 2017, o Sebrae-PR iniciou um trabalho que visa elencar as principais macrotendências em negócios e em como elas afetam, inclusive, os pequenos negócios. Macrotendências são aquelas com maior amplitude, tanto no alcance geográfico como no temporal. Elas costumam caráter global ou nacional, no mínimo, e podem durar décadas.

 

A primeira diz respeito à economia sustentável, que deixou de ser um modismo para ser algo essencial para as empresas. Um exemplo deste tipo de negócio é a locação de veículos por meio de assinaturas mensais, que já começou a ser explorado fora do Brasil. A Volvo lançou recentemente nos EUA um carro que não é vendido e a pessoa paga por mês para utilizá-lo.

 

Em seguida, vem a questão de proporcionar uma experiência única ao consumidor.

 

Os serviços de conveniência também seguem em alta, tendo em vista que as pessoas têm cada vez menos tempo disponível. Serviços de entrega que oferecem uma porção de opções, como alimentação, farmácias e lavanderias estão entre os destaques.

 

E, por último, a macrotendência da ultraconectividade, que utiliza da tecnologia para oferecer a solução de um problema. Existem aplicativos para celular já voltados para isso, nos quais você consegue, por exemplo, contratar um serviço de forma rápida e simples ou até fazer trocas de produtos e serviços na vizinhança.

 

 

Opções de negócios

 

Um dos setores em alta há algum tempo e que deve se manter assim em 2018 é o da educação. Cursos profissionalizantes ou livres, cursos universitários à distância e aulas de inglês são alguns exemplos.

 

O mercado de alimentação, que sofreu um pouco em 2014 e 2015, volta a ganhar força, em especial os focados em alimentação saudável ou em restrições alimentares.

 

No varejo, também demonstram força os segmentos de cosméticos e beleza. Já o segmento de moda está enfraquecido há alguns anos.

 

A prestação de serviços em geral deve ter um aumento, em especial nos serviços de conveniência. Outro negócio que está em ascensão é o de clínicas populares, odontológicas e médicas.

 

Para quem tem a ideia, o conhecimento mas falta dinheiro para investir, buscar um sócio pode ser uma boa jogada.

 

Seja qual for o negócio, investir em tecnologia é essencial no mundo de hoje.

 

Franquias

 

As franquias seguem como uma boa opção para quem quer empreender.

 

Apesar da crise, o setor de franchising vem crescendo cerca de 8% ao ano nos últimos três anos. A própria crise gera demissões ou insegurança, o que leva as pessoas a buscar algo que tenha mais garantia de estabilidade. As franquias apresentam um índice de quebra ou fechamento menor do que negócios próprios”, aponta Paulo Ancona Lopez.

 

Entre os diferenciais das franquias estão o fato de elas já oferecem um modelo de negócio pronto, que já foi testado e validado, e também já oferecem uma marca conhecida pelo público.

 

Existem as micro franquias, com investimentos iniciais que podem chegar a R$ 10 mil, geralmente voltadas a prestação de serviços por não necessitarem de um ponto fixo de funcionamento, e o franqueado pode trabalhar de casa, por exemplo.

 

Outro ponto importante antes de se tornar um franqueado é entender que você seguirá regras pré-estabelecidas.

Uma das dicas na hora de escolher a franquia é conversar com outros franqueados.

 

De acordo com a Lei 8.995, o franqueador deve disponibilizar ao futuro franqueado a Circular de Oferta de Franquia, documento que deve ser entregue pelo menos 10 dias antes de que qualquer contrato seja assinado ou pagamento feito. Nele devem conter as condições gerais do negócio, principalmente aspectos legais, obrigações, deveres e responsabilidades de cada parte. Este documento deve ser escrito de forma clara, eliminando o “juridiquês”, mas mesmo assim a orientação de um advogado é importante.

 

Acesse a matéria na integra 

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